MESAS REDONDAS


MR1 – MR1 – Antropologia e Cinema: olhares cruzados e diálogos possíveis

ExpositoresPaula Alves de Almeida (Instituto Femina)
Paloma Coelho Silva (Fiocruz Minas)
Maria Beatriz Colucci (PPGCINE-UFS)
Mário César Pereira Oliveira (PPGCINE-UFS)
Coordenação Prof. Dr. Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (PPGA/PPGCINE/UFS)

Esta Mesa Redonda busca reunir pesquisadores que abordam as múltiplas relações entre a Antropologia e o Cinema. Parte-se de abordagens teórico-metodológicas de investigações que lançam mão de filmes documentais, ficcionais e experimentais como objetos e/ou métodos de pesquisa, a fim de debater dilemas e potencialidades do cinema em interlocução com a Antropologia para compreender veículos e dinâmicas contemporâneas de (re)significação social, bem como seus novos procedimentos de construção de sentido. Em suma, propõe-se debater as potencialidades e os dilemas do olhar antropológico dirigido ao Cinema, o diálogo entre narrativas cinematográficas e antropológicas e os desafios de empreender pesquisas tendo o Cinema como campo etnográfico.


MR2 – Arremedos reflexivos e inacabados em cultura popular Participantes

ExpositoresProfª Drª Lady Selma (PPGA/UFPE), Profª Drª Luciana Carvalho (PPGSND/UFOPA – PPGSA/UFPA) e Profª Drª Luciana Chianca (PPGA/UFPB)
Coordenação Prof. Dr. Ulisses Neves Rafael (PPGA/UFS)

Esta Mesa Redonda aborda diferentes aspectos dos estudos de cultura popular, os quais comumente são reunidos sob a rubrica de patrimônio imaterial ou intangível. Trata-se de temática recorrente nas reflexões dos seus integrantes, cujo envolvimento coletivo com tais preocupações já vem se verificando há mais de dez anos. Portanto, esta proposta é um desdobramento de outros encontros propostos por antropólogxs da região Norte e Nordeste, e que têm em comum o interesse por questões relativas ao tema em tela. Particularmente, nesta nova rodada de conversa, temas mais transversais ou fronteiriços perpassam as preocupações atuais dos integrantes da mesa, os quais, apesar da sua enorme experiência no assunto, gira agora em torno de “”arremedos reflexivos e inacabados em cultura popular”.  Os temas, portanto, vão desde o papel da educação patrimonial nos processos de construção coletiva da memória, até estratégias de afirmação de identidade étnica em cerimônias religiosas públicas, passando ainda pela análise das transformações na estrutura das festas populares decorrentes dos processos de registro e salvaguarda do patrimônio imaterial e por abordagens teóricas que não costumam ser observadas na literatura clássica, as quais possibilitam trazer novos recortes para o campo empírico e, consequentemente, novas interpretações sobre o mesmo.


MR3 – A pandemia como fato social total – mesa transdisciplinar de reflexões e práticas diante da Covid-19

ExpositoresProfª Dr.ª Cynthia Hamlin (PPGS/UFPE), Prof. Dr. Daniel Coelho (PPPS/UFS) e Ìyá Martha Sales (Yalaxé do OmimMafé)
DebatedorProf. Dr. Eduardo Leal Cunha (PPPS/UFS)
CoordenaçãoProfª Drª Tâmara Maria de Oliveira (DCS/UFS)

No Natal de 2019, já havia notícias sobre uma estranha pneumonia surgida numa província chinesa, mas quase ninguém no mundo se interessava pelo assunto. Três meses depois, em março de 2020, a maioria da humanidade já estava instalada no que o antropólogo e sociólogo Marcel Mauss (2012), chamaria de Fato Social Total: fenômeno cujas características e lógica impregnam as mais diversas dimensões, relações e instituições da vida social, bem como a realidade social subjetiva dos indivíduos (Berger/Luckmann, 1993). Um fato social total não é algo que surge do exterior e atinge sociedades, como se poderia interpretar ao se conceber um vírus pandêmico como uma realidade estranha, porque não-humana; pelo contrário, um fato social total se origina e se consolida a partir das próprias relações, estruturas e dinâmicas societárias – das quais fazem parte nossas relações com o não-humano. Esta Mesa Redonda propõe um diálogo transdisciplinar que, sem pretender contemplar os mais diversos saberes implicados com a problemática pandêmica, faz interagir saberes científico-sociais acadêmicos e saberes não acadêmicos sobre a pandemia por Covid-19


MR4 – Diálogos sobre Gênero, Literatura e Antropologia: do Brasil à Angola

ExpositoresMiriane Peregrino (PBI/Universität zu Köln/Alemanha)
Vanessa dos Santos Oliveira (RMC/Canadá)
Yérsia Souza de Assis (PPGAS-UFSC)
CoordenaçãoProf. Dr. Frank Nilton Marcon (PPGA/PPGS-UFS/Brasil)

Esta Mesa Redonda reúne três autoras brasileiras que recentemente desenvolveram suas respectivas Teses de doutorado a partir de pesquisas realizadas em Angola. Elas partem de três campos distintos de conhecimento (história, literatura e antropologia), conexos quando abordam temas como gênero, narrativas e saberes, apresentando aspectos dialógicos importantes entre Brasil-Angola, tendo como referência as implicações relacionais de certos fenômenos entre estes países, mas também observando tais aproximações como referência de contraste e de análise a partir de diálogos sul-sul.  Além das abordagens específicas sobre os temas de suas pesquisas, nesta sessão elas compartilharão as diferentes experiências sobre “seus fazeres” em Angola, o estar em trânsito construindo pontes e aprendendo com os contrastes e a interlocução. Importante destacar que as discussões empreendidas por elas também corroboram olhares para temas como gênero, literatura e antropologia vistos para além das fronteiras nacionais, apresentando as visibilidades de outras histórias, memórias e seus atores pouco convencionais aos olhares das produções hegemônicas; apontando ainda para atualização dos conhecimentos entre ambos os países, gerando novos processos e possibilidades analíticas, metodológicas e epistemológicas descentradas e implicadas por perspectivas decolonizadas e periféricas, que implicam as temáticas dos novos estudos africanos e afrodiaspóricos.


MR5 – Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasil/ Sergipe: Propostas e ações

ConvidadosRegina Abreu – Representante da ABA no Fórum Nacional; Prof. Dr. Nivaldo Vieira Andrade (PPG-AU/UFBA e Coordenador do Fórum Nacional) Prof. Dr. Pedro Murilo Freitas (DAU/UFS e Coordenador do Fórum Estadual de Sergipe)
CoordenaçãoProf. Dr. Ulisses Neves Rafael (PPGA/UFS e Representante da ABA no Fórum Estadual)

Criado em Porto Alegre em 10 de outubro de 2019, o Fórum de Entidades em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro reúne entidades da sociedade civil mobilizadas contra ataques promovidos contra o Iphan e o Patrimônio Cultural Brasileiro. A partir de agosto de 2020, o Fórum passou também a se articular em Núcleos Estaduais, diversificando essa mobilização. Localmente, o Fórum em Sergipe também é formado por representantes de diversas entidades nacionais como ABA, ANPARQ, ANPEGE, ANPOCS, ANPUH, DOCOMOMO BA-SE, FeNEA, IAB e SAB, as quais colaboram no combate às práticas de desmonte do patrimônio no Estado. Na IV Semana de Antropologia da UFS, confirmando o interesse da ABA em apoiar a iniciativa, o Fórum se propõe a apresentar para um público mais amplo as propostas e ações voltadas para a defesa do patrimônio cultural nacional e estadual.


MR6 – Expressões religiosas de presenças africanas e a experiência na pesquisa de terreiro

ExpositoresÌyá Martha Sales (Yalaxé do OmimMafé), Dijna Torres (PPGAS/UFSC), Lina Nunes (PPGA/UFBA) e Leonardo Vieira (PPGA/UFF)
CoordenaçãoProf. Dr. Hippolyte Brice Sogbossi (PPGA/UFS) e Matheus Felipe (PPGA/UFS)

A Mesa Redonda tem como proposta, debater as experiências de pesquisa em terreiros sobre a temática das religiões de presença africana a partir da realidade de pesquisadores que estão inseridos como parte dessas comunidades. O objetivo é a apresentação de como suas trajetórias enquanto afro-religiosos e acadêmicos moldaram seus campos de pesquisa e sua relação com a Epistemológica de Terreiro.


MR7 – Neoliberalismo e contra-insurgência.

ExpositoresProf. Dr. Francisco Mata Machado Tavares (FCS/UFG), Marcelo Rizzo (UFG) e Mónica Montalvo Méndez (La Sandía Digital)
CoordenaçãoProf. Dr. Roberto Lima (PPGA/UFS)

É conhecido que os criadores da ideia de neoliberalismo, como Hayek, não eram exaltados defensores nem da democracia e nem dos direitos humanos. Também é muito tristemente conhecida a atuação dos Chicago boys no planejamento econômico da ditadura de Pinochet. Além disso, é conhecida a luta do neoliberalismo contra uma das características distintivas do humano que é o social, gravada na famosa afirmação de Thatcher que ela não via a sociedade, apenas os indivíduos. Um discurso (e/ou dispositivo) destes não poderia fazer nada mais que fomentar a dissolução de laços e, como chama atenção Wendy Brown, “dessublimação da potência de vontade” que marca a violência raivosa e niilista, sem atenção hierarquia de questões ou necessidades, dos seguidores da política neoliberal atual. Esta mesa quer discutir conceitual, filosófica, histórica e etnograficamente as relações entre insurgência, neoliberalismo e contra-insurgência na América Latina.


MR8 – Nós animais: antropologia, ciência e natureza

ExpositoresNelson Vaz (INUMA/UFMG), Maurício Cantor (INUMA/UFSC/Max Planck Institute) e Felipe Vander Velden (PPGAS/UFSCar)
CoordenaçãoProf. Dr. Ugo Maia Andrade (INUMA/PPGA/UFS)
DebatedorProf. Dr. Beto Vianna (INUMA/PPGA/UFS)

Para além da dicotomia natureza/cultura, a antropologia pode ser pensada como uma disciplina da dimensão relacional, em que o humano não constrói sozinho seu espaço social, mas está imerso em uma rede de relações com coletivos não humanos, vivos ou não. O afazer científico – seja no campo das ciências naturais ou na própria antropologia – é um dos domínios em que estabelecemos um diálogo com esse entorno mais-que-humano. Resta saber se o diálogo tem sido, e se poderia ser mais, proveitoso.

MR9 – Segurança, Sociedade e Políticas Públicas

ExpositoresProf. Dr. Marcos Santana (PPGA/UFS), Marcos Andrade Rocha (PPGA/UFS), Julien Dourgnon (economista), Elida Damasceno braga (PPGS/UFS)
CoordenaçãoProfª Drª Christine Jacquet (PPGA/UFS)

Esta atividade tem como objetivo discutir sobre os sentidos e os obstáculos relacionados ao desenvolvimento de políticas públicas governamentais destinadas ao acesso a direitos e à proteção de grupos sociais vulneráveis. A partir da exposição de dados sobre diferentes políticas sociais, desde a implementação da renda mínima cidadã; às formas de controle e acesso de membros de movimentos sociais à moradia; ao enfrentamento da violência e da delinquência juvenil feminina e a constituição de programa de proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, busca-se refletir sobre os fatores sociais que marcam o surgimento dessas iniciativas, as categorias por elas mobilizadas, bem como os limites políticos e institucionais postos ao seu pleno desenvolvimento.

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